Por que sou libertário
Sou libertário porque amo a vida. E amar a vida é mais do que sobreviver — é poder escolher, arriscar, errar e recomeçar. É construir, com as minhas mãos e a minha mente, o caminho que quero trilhar. Ninguém ama verdadeiramente a vida se aceita vivê-la com coleira.
Sou libertário porque quero ser livre. Não livre “dentro dos limites da lei”, mas verdadeiramente livre — como nasce um pássaro, como corre um rio, como sonha uma criança. Quero ser dono do meu corpo, da minha palavra, dos meus desejos e das minhas ações. Quero viver sem pedir licença para ser quem sou.
Sou libertário porque quero desfrutar do que conquistei com esforço. Cada hora de trabalho, cada noite em claro, cada passo dado contra a corrente — esse património é meu. Não aceito que o Estado, ou qualquer outro tirano de gravata ou farda, decida o que devo fazer com o fruto do meu suor. Roubar com caneta é tão crime como roubar com pistola.
Sou libertário porque quero definir a minha própria felicidade. Recuso viver segundo uma cartilha escrita por burocratas ou moralistas de gabinete. A felicidade não é um padrão universal nem um decreto ministerial. É um caminho íntimo, feito de escolhas pessoais, que só eu posso traçar.
Sou libertário porque quero decidir o meu futuro. Ninguém tem o direito de viver por mim, tal como eu não quero viver à custa dos outros. Quero colher o que semeei, sofrer as consequências das minhas decisões, e aprender com elas. A liberdade é exigente — e é isso que a torna digna.
Sou libertário porque quero ser lúcido e coerente. Quero dizer “não” quando todos gritam “sim” e ainda assim manter a cabeça erguida. Não sigo modas, partidos ou multidões. Sigo princípios. Sigo a razão e a consciência. E isso tem um preço — que pago com orgulho.
Sou libertário porque rejeito todas as ditaduras, mesmo as da maioria. A tirania não muda de natureza só porque é sufragada. A liberdade de um homem não pode ser decidida pelo voto de cem. Uma multidão que vota para acorrentar o vizinho é tão perigosa como um rei que decreta o silêncio.
Por tudo isto, sou libertário. Porque acredito que a liberdade não é um luxo, mas a condição essencial da dignidade humana. Porque prefiro viver de pé a sobreviver de joelhos. Porque a vida só vale a pena se for vivida por inteiro — e em liberdade.
Como disse Patrick Henry, em 1775, perante a Assembleia da Virgínia: “Give me liberty, or give me death.” — Dá-me liberdade, ou dá-me a morte.
No comments:
Post a Comment