Saturday, May 17, 2025

POR QUE SOU LIBERTÁRIO


Por que sou libertário

Sou libertário porque amo a vida. E amar a vida é mais do que sobreviver — é poder escolher, arriscar, errar e recomeçar. É construir, com as minhas mãos e a minha mente, o caminho que quero trilhar. Ninguém ama verdadeiramente a vida se aceita vivê-la com coleira.

Sou libertário porque quero ser livre. Não livre “dentro dos limites da lei”, mas verdadeiramente livre — como nasce um pássaro, como corre um rio, como sonha uma criança. Quero ser dono do meu corpo, da minha palavra, dos meus desejos e das minhas ações. Quero viver sem pedir licença para ser quem sou.

Sou libertário porque quero desfrutar do que conquistei com esforço. Cada hora de trabalho, cada noite em claro, cada passo dado contra a corrente — esse património é meu. Não aceito que o Estado, ou qualquer outro tirano de gravata ou farda, decida o que devo fazer com o fruto do meu suor. Roubar com caneta é tão crime como roubar com pistola.

Sou libertário porque quero definir a minha própria felicidade. Recuso viver segundo uma cartilha escrita por burocratas ou moralistas de gabinete. A felicidade não é um padrão universal nem um decreto ministerial. É um caminho íntimo, feito de escolhas pessoais, que só eu posso traçar.

Sou libertário porque quero decidir o meu futuro. Ninguém tem o direito de viver por mim, tal como eu não quero viver à custa dos outros. Quero colher o que semeei, sofrer as consequências das minhas decisões, e aprender com elas. A liberdade é exigente — e é isso que a torna digna.

Sou libertário porque quero ser lúcido e coerente. Quero dizer “não” quando todos gritam “sim” e ainda assim manter a cabeça erguida. Não sigo modas, partidos ou multidões. Sigo princípios. Sigo a razão e a consciência. E isso tem um preço — que pago com orgulho.

Sou libertário porque rejeito todas as ditaduras, mesmo as da maioria. A tirania não muda de natureza só porque é sufragada. A liberdade de um homem não pode ser decidida pelo voto de cem. Uma multidão que vota para acorrentar o vizinho é tão perigosa como um rei que decreta o silêncio.

Por tudo isto, sou libertário. Porque acredito que a liberdade não é um luxo, mas a condição essencial da dignidade humana. Porque prefiro viver de pé a sobreviver de joelhos. Porque a vida só vale a pena se for vivida por inteiro — e em liberdade.

Como disse Patrick Henry, em 1775, perante a Assembleia da Virgínia: “Give me liberty, or give me death.” — Dá-me liberdade, ou dá-me a morte.

Friday, May 16, 2025

A BÚSSOLA LIBERTÁRIA



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Thursday, May 8, 2025

UMA BÚSSOLA PARA A VIDA


 

“A vida é uma peregrinação que não sabemos fazer sem uma bússola.”

INTRODUÇÃO

Estás no mato sem cachorro — perdido, isolado, sem possibilidade de obter ajuda imediata — mas tens contigo um instrumento milenar que pode indicar a direção a seguir: uma BÚSSOLA.

Sinto-me muitas vezes perdido e desorientado nas minhas opções pessoais, sociais e políticas — especialmente desde o início deste milénio, marcado por eventos tectónicos e por uma avalanche de informação impossível de digerir. E creio que não estou só.

Procurar soluções satisfatórias — aquilo que Herbert Simon chamou de satisficing — neste contexto, parece um desafio insuperável, um verdadeiro labor de Sísifo. Sempre que nos aproximamos de uma verdade, surge nova informação que nos obriga a recomeçar.

Os niilistas resolvem essa tensão negando a própria existência da verdade. Mas esquecem-se de que, pelo menos, é verdade que existimos e que pensamos: cogito, ergo sum.

Durante séculos, as religiões ofereceram orientações amplamente aceites, que aliviavam os ombros e a consciência. Hoje, porém, a ausência de fé e o espírito laico herdado da Revolução Francesa apagaram essa luz remota que durante tanto tempo nos serviu de GPS social.

O desenvolvimento económico no Ocidente permitiu a cada um crescer e desenvolver-se à sua maneira, sem tabelas sociais impostas. O anormal passou a ser percebido como expressão legítima da singularidade pessoal, exigindo compreensão e tolerância — tantas vezes, paradoxalmente, revelando intolerância para com o tradicionalismo cultural.

É necessário continuar a respeitar essa liberdade individual, mas também é urgente respeitar princípios básicos que possam funcionar como denominador comum de qualquer programa político. O libertarianismo funda-se nesses princípios universais:

  • Liberdade individual – Cada pessoa tem o direito de dispor de si mesma.
  • Propriedade privada – Aquilo que é seu, adquirido sem violência ou fraude, deve ser respeitado.
  • Princípio da não-agressão – Ninguém tem o direito de iniciar o uso da força contra outrem.

Estes princípios radicam-se no ius naturale — estão presentes em todas as culturas e fazem parte da própria natureza humana.

Sê quem és, mas sem fugir à verdade, sem matar, sem roubar.

Se reconheces e adotares estes princípios, tens contigo uma BÚSSOLA para a vida. Não precisas de ser libertário nem abandonar as tuas crenças e valores — sejam eles pessoais, familiares, sociais, políticos ou religiosos. Basta reconheceres a natureza humana no outro. E assim respeitarás também a antiga regra de ouro:

“Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti.”
Não agridas — porque não queres ser agredido.

A BÚSSOLA LIBERTÁRIA


 

POR QUE SOU LIBERTÁRIO

Por que sou libertário Sou libertário porque amo a vida. E amar a vida é mais do que sobreviver — é poder escolher, arriscar, errar e recome...